COPIAR O SNIPPET DE CÓDIGO Dicas Para Mulheres: Saúde Mental
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quarta-feira, 4 de junho de 2025

Autocuidado não é luxo: é prioridade



Cuidar de si mesma não é egoísmo — é sabedoria. Uma mulher que se cuida se fortalece para viver com mais equilíbrio, presença e saúde.



Durante muitos anos, o autocuidado foi visto como algo secundário — um “presente” que a mulher se dá quando sobra tempo, dinheiro ou energia. Mas a verdade é outra: autocuidado é uma necessidade básica, especialmente para quem vive rodeada de responsabilidades, demandas e expectativas.


Para a mulher entre 30 e 50 anos, que muitas vezes cuida da casa, da família, do trabalho, da igreja e dos outros, o autocuidado é o que sustenta tudo isso com saúde física, emocional e espiritual.


Por que temos tanta dificuldade em nos cuidar?

Muitas mulheres foram ensinadas a colocar todos em primeiro lugar. Algumas se sentem culpadas por parar, por descansar ou por pedir ajuda. Outras acham que cuidar de si é egoísmo. E há ainda quem se acostumou tanto com o papel de “forte” que já não sabe nem por onde começar a cuidar de si mesma.


Mas o cuidado com o outro só é verdadeiro quando nasce de um lugar saudável dentro de nós. Do contrário, o que oferecemos é exaustão disfarçada de doação.


O que é, de fato, autocuidado?

Autocuidado não é apenas um dia no spa ou comprar algo novo. É um estilo de vida que inclui atitudes pequenas, mas poderosas, como:


  1. Dormir o suficiente e respeitar o seu ritmo.
  2. Comer com atenção e consciência.
  3. Fazer pausas durante o dia, mesmo que breves.
  4. Dizer “não” sem culpa quando necessário.
  5. Pedir ajuda sem se sentir fraca.
  6. Fazer exercícios físicos para movimentar o corpo.
  7. Separar um tempo só para você — sem cobranças.
  8. E, principalmente, se lembrar todos os dias: você é valiosa não pelo que faz, mas por quem é.


Autocuidado e fé: uma aliança possível

Para mulheres cristãs, o autocuidado não precisa (nem deve) entrar em conflito com a fé. Ao contrário: cuidar de si é reconhecer que o corpo e a mente são dádivas de Deus. Jesus mesmo se retirava para orar, descansar, renovar forças.


Você não precisa estar sempre disponível. Até o Senhor da Vida teve seus momentos a sós. Se Ele entendeu seus limites humanos, por que você exigiria tanto de si?


Dicas práticas para cultivar o autocuidado

  1. Crie um pequeno ritual diário só seu. Pode ser um café silencioso, uma oração em um lugar especial da casa, ou alguns minutos de leitura.
  2. Revise sua agenda. O que pode ser delegado? O que é urgente de verdade? Onde você pode colocar você mesma?
  3. Coloque lembretes de amor próprio. Anote frases em espelhos, cadernos ou no celular: “Eu mereço cuidado.” “Cuidar de mim também é amar a Deus.”
  4. Celebre pequenas conquistas. Fez uma caminhada? Tomou mais água hoje? Leu um trecho da Bíblia com calma? Isso já é cuidado.
  5. Busque apoio. Uma rede de amigas, um grupo de oração, uma terapeuta — não caminhe sozinha.


Autocuidado é resistência, é fé e é amor. Amor por si mesma, pelos que te cercam e pela missão que Deus confiou a você. Quando você se cuida, você ensina — com a vida — que mulheres também merecem pausa, respeito, descanso e renovação.


Então, hoje, escolha começar com um passo. Um gesto. Uma pausa. E lembre-se: você não precisa se esgotar para ser boa. Você só precisa se cuidar para ser inteira.

 

quarta-feira, 6 de junho de 2012

O que te leva a fazer suas escolhas?

O inconsciente como espaço 
e como um jeito de ser


Por  Dr. Cesar Vasconcellos de Souza
Você conhece sua motivação? Já pensou no que influenciou casar-se com a pessoa com quem casou, ou escolher a profissão que escolheu? Influências inconscientes atuam!
O que motiva você a viver? O que o motiva a fazer o que faz na vida como profissão? O que fez com que você escolhesse essa pessoa como seu companheiro, sua companheira na vida? Por que às vezes você diz uma palavra, sem querer, quando queria dizer outra?

O inconsciente é tanto um espaço virtual em nossa mente, quanto um estado da pessoa estar na realidade. Nossa mente possui um (1)espaço consciente, outro que é (2)a consciência e o (3)espaço inconsciente. Por exemplo: se eu lhe perguntar o nome da rua onde você mora, surgirá em sua consciência o nome dela. Esta informação estava aonde em sua mente antes de eu fazer a pergunta? No consciente. Ela veio do consciente para a consciência. Porém, se eu perguntar: o que ocorreu em suas emoções quando você tinha quatro anos de idade no dia 26 de abril às 9 da manhã daquele dia? Puxa! Como saber, não é? Mas esta informação está gravada, arquivada no seu inconsciente. Ela não está disponível quando queremos, mas quando podemos percebe-la.

Ao longo da vida dos primeiros anos, tudo o que ocorre ao redor da criança, na família de origem, vai sendo registrado nesse espaço mental chamado “inconsciente”. Serão armazenados pensamentos, sentimentos, vivências, experiências, positivas e negativas. Mas o armazenamento não é somente de informações. Não é como um arquivo apenas com dados, como uma ficha ou prontuário médico. É um arquivo vivo, pois tem carga afetiva ali, tem emoções.

E é justamente deste inconsciente que procedem muitas de nossas motivações que nos levam a fazer uma grande parte de coisas em nossa vida adulta. Por exemplo, é muito comum dentro do casamento os cônjuges brigarem por questões que tem sua raiz na infância de cada um, mesmo que o assunto seja algo do presente, como por exemplo, um reclamar que o outro não dá atenção como gostaria de receber. Na verdade, é difícil separar onde termina o problema conjugal e onde começa o problema pessoal que cada um traz para dentro do casamento e que veio do passado infantil. Isto se mistura na vida familiar porque do inconsciente saem pedidos de amor pelo que ou faltou na infância, ou teve muito e não quer perder e manter a "mesma dosagem" dentro do casamento.

Por outro lado, nós não somente temos um inconsciente, nós somos o inconsciente. Mais inconsciente ou menos. Quanto mais uma pessoa nega ter problemas comportamentais porque não admite seus erros, mais inconsciente ela está de si mesma. Aquele que não sabe que não sabe, pensa que sabe.

No conceito de normalidade aceito pela sociedade em geral, a pessoa normal vive no automático. Ou seja, ela não pensa muito sobre os motivos de sua conduta, não mede muito as palavras, age muitas vezes por impulso, diz o que pensa do jeito que quer, mesmo que esteja incomodando alguém. Ela é muito inconsciente.

Por outro lado, a pessoa que pensa muito, analisa bastante sua conduta, não é impulsiva, raciocina antes de agir, não se deixa levar pelas emoções, mede as palavras, é menos inconsciente. Mas mesmo assim há para essas, uma grande área inconsciente sobre os próprios comportamentos e o motivo, dos outros.
O que é o normal: ser mais ou ser menos inconsciente? A resposta parece que está no meio. Ser consciente demais, cansa, estressa, pode massacrar sentimentos e isolar a pessoa. Ser inconsciente demais chateia os outros porque a pessoa provavelmente será invasiva,  "espaçosa", abusiva, porque não perceberá os limites nas relações humanas, terá a tendência de negar ter problemas.

Saúde mental tem muito que ver com sair do inconsciente para o consciente. Isto depende de pensar, de procurar entender os motivos de suas ações, do por que queria fazer uma coisa e fez outra, por que queria usar uma palavra e sai outra, por que repete atitudes destrutivas. Para isto a pessoa precisa pensar e pedir luz, estando aberta para ela, o que significa "mente aberta". Daí a Vida irá ensiná-la a tornar-se mais consciente. Mente aberta significa abrir mão do controle, crer e esperar que a verdade que produz cura virá quando e da maneira que o Criador achar melhor para lhe orientar e curar.

Fonte da imagem: https://www.google.com.br

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Somos feitos de carne, mas vivemos como se fôssemos de ferro!


Somos feitos de carne, mas temos de viver como se fôssemos de ferro. 
Sigmund Freud

O Limite é o Sintoma.



Por Dr. Cesar Vasconcellos de Souza
Você está esgotado (a)? Sente que agora é o momento de mudar algo em sua vida para proteger sua saúde? Veja algumas dicas.

Sintoma é o que uma pessoa relata ao médico e que não pode ser visto. Por exemplo, dor de cabeça, angústia, cólica menstrual, ardência no estômago, dor nas costas, etc. O sintoma é um aviso de que algo está ameaçando o equilíbrio no corpo e/ou na mente.

É possível que você esteja vivendo de uma maneira que esteja esgotante, estressante, e como consequências surgem sintomas. O sintoma é o limite do equilíbrio. Ou seja, o sintoma denuncia que o corpo/mente chegou num ponto máximo de tolerância diante dos agentes estressores. Podemos inverter a frase e dizer que o limite é o sintoma. Em outras palavras, até quando você pode aguentar uma pressão na vida? Qual é o seu limite? Tudo tem um limite. Mesmo Deus chegará a um ponto em breve em que Ele dirá que chega de maldade e corrupção e tomará uma atitude já preparada por Ele para realizar justiça.

Se você vem vivendo com fatores estressantes por um tempo longo e vai esgotando as energias e os recursos internos, físicos e emocionais, chega um momento em que o corpo/mente diz: "Não aguento mais!" É quando surge a doença. Ela existirá até o momento em que a pessoa começar a mudar seu estilo de vida para melhor. O tratamento (medicamento ou cirúrgico) poderá interromper aquele tipo de sintoma, mas se a causa não for tratada, o sintoma voltará talvez em outro órgão, talvez de uma forma diferente.

Acho absurdo se dizer que um paciente está curado de câncer, por exemplo, só porque tirou cirurgicamente o tumor. Câncer é uma doença com fatores múltiplos, inclusive o emocional. Retirar cirurgicamente um tumor é uma parte do tratamento do câncer. Radioterapia e quimioterapia são outros procedimentos. Mas são suficientes para evitar a recidiva (retorno do câncer)? Nem sempre.

Veja o que está sendo estressante demais em sua vida e tome uma atitude para mudar, mesmo que você perca dinheiro, mesmo que alguém fique aborrecido com isto (geralmente quem depende de você de maneira doentia), mesmo que você se sinta só. Há muitas pessoas vivendo em famílias de uma maneira muito injusta para elas. Mas elas acostumaram assim. Assumem responsabilidades que não são delas. Por que fazem isto com elas mesmas? Medo de colocar limites e perder o afeto? Sentem culpa de dizer “não”? Querem controlar o ambiente? Aprenderam com seus pais a forma errada de ajudar e se envolver?

Escreva numa folha de papel uma lista de coisas que você está fazendo em sua vida, no relacionamento com os outros (familiares, colegas de trabalho, amigos, com você mesmo). Exemplo de lista: Eu sempre faço compras do supermercado para casa; só eu levo meus parentes ao médico; quando alguém tem algum problema sou eu que é procurado para resolver o assunto; não me permito descansar pois sempre estou envolvido com alguém que me solicita; etc.

Depois de preparar a lista, faça outra lista com os tópicos que para você são demais, ou seja, você não aguenta mais assumir pelos outros. Esta é a "lista negra". Faça outra lista com coisas que você tem assumido que deveriam ser compartilhadas por outros, mas que ainda dá para levar por um tempo.

Comece, então, a trabalhar com a "lista negra" para evitar praticar o que está ali, o que significa que você não mais assumirá aquilo que é para outra pessoa assumir. Faça isto, custe o que custar. Não discuta com a pessoa. Faça uma cara de “bôbo(a)” como se tivesse esquecido, quando cobrarem o que você não fez, e não discuta. Também não volte atrás para fazer a coisa que você já sabe que é para outro fazer. Não precisa dizer para o outro que ele(a) é que tem que fazer. Fique na sua e deixe que cada um assuma se assumir, o que é de cada um. Talvez você possa dizer que tem tanta coisa para fazer que não dá para fazer aquilo, sem ter que explicar que está mudando a estratégia. Explicar isto depende da pessoa com quem você estará se relacionando. Há pessoas que terão muita dificuldade para aceitar que você irá mudar. Mas, lembre-se, saúde é sua responsabilidade e o limite é o sintoma. Se você está com sintoma, o limite chegou. Agora é hora de mudar, com ou sem apoio de qualquer pessoa. Vá com calma, mas vá


Fonte da Imagem: http://www.google.com.br/